sexta-feira, 30 de maio de 2008

4 passos para conseguir um estágio e se dar bem nele.

Artigo publicado em www.profissaomoda.com.br

Ao longo dos anos, tenho recebido, diariamente, currículos de alunos candidatando-se a vagas de estágio. Foram diversas entrevistas e experiências observadas durante este tempo.

Tenho sempre debatido com colegas proprietários de outras confecções e também com professores e coordenadores de alguns cursos de moda do Ceará, alternativas para tornar o estudante de moda mais capacitado e, principalmente, melhor informado sobre o mercado que o espera.

Com a intenção de compartilhar essas vivências e orientar os candidatos, sugiro abaixo quatro passos básicos, porém bastantes relevantes, para se dar bem ao concorrer a uma vaga de estágio e garantir, quem sabe, uma efetivação.

Iniciativa.
Se você conseguir estágio em uma empresa grande, seus chefes provavelmente terão pouco tempo para ensinar o caminho das pedras. Se o estágio acontecer em uma empresa pequena, menos tempo ainda. Neste caso, precisarão que você mesmo indique as respostas para diferentes necessidades da empresa. Se você quer de seus chefes tempo e atenção para ser orientado, sua pró-atividade será fundamental. Não espere ser cobrado. Pesquise, planeje e ofereça alternativas. A atenção dispensada a você a partir de então será outra, acredite.

Vale uma ressalva: avalie se você tem liberdade para sugerir alternativas e emitir opiniões, evitando conflitos com as pessoas que já são responsáveis por aquela função. Se for o caso, pergunte antes se você pode oferecer sugestões.

Comprometimento.
Nunca vá a uma empresa procurar um estágio só porque você precisa concluir a disciplina de estágio supervisionado para se formar. Empresas oferecem oportunidades, não favores. Se ela vai te dar uma oportunidade, esperará algo de bom em troca. Estude sobre a empresa que você vai abordar e vista a camisa, caso seja efetivado.

Conhecimento prático.
Conhecer as funções de um estilista na prática não significa necessariamente ter experiência no setor. O que muitos alunos não percebem é que são as cadeiras práticas - aquelas que fazem visitas às fábricas (geralmente em horários alternativos ou nos fins de semana) - que são, provavelmente, as mais importantes para seu desempenho profissional.

O conhecimento, mesmo que básico, dos diferentes processos dentro de uma lavanderia, estamparia, fábrica, farão toda diferença quando um empresário tiver que selecionar um estagiário entre tantos que se candidatam a cada vaga surgida.

Se você é do tipo que acha que porque gosta de criação, não vai ter que entender de costura, ou porque gosta de desenvolvimento de produto não vai ter que entender de modelagem, até existe mercado pra você, mas ele é bem menos promissor.


Dinamismo.
Se você for para uma empresa pequena, certamente terá que lidar com diferentes funções. Muita gente vê isso de uma forma negativa, mas nada mais intenso para uma experiência profissional e empreendedora que trabalhar em uma empresa pequena.

Você até tem o direito de dizer: “isso não é função minha”. Mas lembre-se que seu chefe também terá o direito de dizer: “não é de você que eu preciso”.

Procure exercer diferentes funções. Isso vai lhe dar um dinamismo muito rico e capacidade empreendedora, fortalecendo seu currículo e o futuro da sua carreira. Submeter-se a diferentes experiências não significa submeter-se a qualquer coisa. Mas pense duas vezes antes de dizer não. Tudo depende do quão longe você quer chegar profissionalmente.

Um comentário:

Eduardo Veras disse...

oi ;)

Onde eu trabalho existe um dilema de qual seria o limite da empresa em oferecer benefícios ao estagiário;

muitos chegam ainda com uma conduta que lembra o paternalismo, como se a empresa tivesse o dever de apadrinhá-los...

Por outro lado, a teoria que o investimento em sua equipe é garantia de sucesso em uma empresa...

Você passa por essa situação constantemente? Qual tua opinião a respeito?