Buenos Aires, Argentina. Foi lá que conheci o colombiano que me fez mudar a idéia que até então tinha – e que você provavelmente tem – sobre a Colômbia: um país isolado do mapa e dominado pelo narcotráfico. Um ano e meio depois essa minha má impressão viraria pó. Não do branco.
Durante esse período, entre o convite e o embarque, tratei de pesquisar tudo sobre a Colômbia e sua capital, Bogotá. Comecei, claro, pela segurança. Pesquisei seu povo, sua cultura, culinária e, por precaução, ouvi opiniões de pessoas que já haviam visitado o país andino recentemente. Todos eram unânimes: Bogotá é inesquecível. Decidi que pagaria pra ver.
Na verdade não paguei, usei milhas. Convenci dois amigos a me acompanhar e pegamos o único – e longo – vôo disponível, da Varig, que saiu de Fortaleza às 6 da manhã e, entre conexões, almoço na Daslu e trocas de aeroportos, chegou em Bogotá às 23hs do mesmo dia. A Colômbia fica aqui na nossa esquina, mas a única opção de companhia brasileira para Bogotá sai de São Paulo. Devo reconhecer: o serviço de bordo da Varig compensou a longa viagem.
Desembarcamos em Eldorado, aeroporto local, trocamos nossos 100 reais por 120 mil dinheirinhos colombianos (pesos) e pegamos um táxi até o hotel. Taxistas talvez sejam umas das poucas coisas com as quais você deva ter uma atenção extra. Alguns são quase tão espertinhos quanto os nossos brasileiros. Quase. Verdade é que se paga muito pouco por uma corrida. O trajeto aeroporto – hotel (cerca de 40 minutos) custou 16 reais. Teria custado caro se caíssemos na lábia do motorista de ir para um hotel bem localizado e mais barato. Aham.
O caminho até o hotel nos deixou receosos. Nada havia enchido os olhos ainda. E chegando ao hotel, devastados pela fome, a situação piorou: não havia comida disponível. Nem no hotel, nem fora dele. Como assim? Nenhum dos nove milhões de bogotanos sente fome depois de meia noite? Pegamos um táxi (outro) e fomos atrás de comida na cidade. O motorista sugeriu um lugar bem localizado com comida barata (oi?). Dessa vez fomos. Como sobrevivemos àquela intrigante "hamburguesa", só Deus sabe.
No dia seguinte, começamos a programação. Em Bogotá, não há as facilidades de uma cidade turística. É preciso correr atrás das informações para ir aos lugares certos. Como era de se esperar, os colombianos são muito cordiais e com a ajuda deles, inclusive dos taxistas, fizemos nosso roteiro. Começamos subindo o teleférico rumo ao topo do Cerro Montserrat. A vista, lá de cima, é incrível e o almoço em um restaurante de madeira na beira da colina, é fabuloso. Após a descida, uma caminhada até o centro histórico, com uma pausa no Museu Botero e na Casa da Moeda, dá uma idéia do cotidiano e cultura da capital colombiana. Os ônibus retrôs circulam pelas paisagens históricas, enquanto os nativos - com traços fortes que se confundem com seus penteados modernos (todos usam o mesmo cabeleireiro) – caminham, ora pelas tranqüilas ruelas de pedra, ora entre o trânsito confuso das áreas mais badaladas.
A vida noturna, acredite, é intensa e há sim, gente muito bonita. Em especial na Zona T, onde estão bares e restaurantes bacanérrimos que, além da agitação, têm preços bem convidativos.Os lugares especiais de Bogotá estão fora dela. Em Zipaquitá, há 40 minutos, fica a Catedral de Sal, encravada dentro de uma colina de sal. Um lugar impressionante. Em Chia, cidade próxima, um dos lugares mais mágicos que pudemos conhecer: o restaurante Andrés Carne de Res. Um lugar para mais de 3.000 pessoas, com mais de 100 garçons (garotos e garotas, todos modelos) que é uma mistura de teatro, show de humor, ferro-velho, galeria de arte tudo num liqüidificador. É tanta informação para ser digerida que você sai de lá, cinco horas depois, e sequer lembra que o lugar era apenas um restaurante. A comida, diga-se de passagem, é ma-ra-vi-lho-sa.
Ah, o colombiano que conheci, aquele de Buenos Aires, foi nos dar as boas vindas. Pegou a gente no hotel e 10 minutos depois furou o pneu do carro. A noite com ele acabava por ali. Mas foi divertido.Bogotá não está na Europa. Portanto, tem muitas das mazelas de uma cidade grande da América do Sul. Mas é, atualmente, uma das cidades mais seguras da América Latina, e dá lição a muitos países, inclusive ao Brasil, de como superar o problema do narcotráfico. Você ainda deve se perguntar: e as FARC? Em Bogotá, elas provavelmente lhe oferecem o mesmo perigo que na sua casa.
Se você também decidir pagar para ver, prepare-se para as piadas, que são sempre as mesmas: "Vai trazer da pura?", "Vai pegar da fonte?", "Fazer o quê em Bogotá?". Mas, como quase tudo em Bogotá, é um preço baratíssimo a ser pago. Pague.
Matéria de minha autoria editada e publicada pelo portal TERRA: http://turismo.terra.com.br/interna/0,,OI2947260-EI176,00-vc+reporter+Bogota+oferece+diversos+passeios.html em 13/06/08
terça-feira, 17 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
48hs
O suficiente para pegar dois aviões, atravessar o país, pegar um carro, viajar até o Estado vizinho, ir à uma balada engraçadíssima, com pessoas esquisitas, conhecer pessoas fofas, rever pessoas queridas, dormir no meio da sala, fazer todo o percurso inverso e voltar ao conforto do seu lar.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Como a vida termina.
Eu vou abrir uma excessão e publicar um texto que não é de minha autoria. Só porque achei um dos textos mais incríveis e inteligentes que já lí. Vale a pena.
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Autor ainda desconhecido.
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Autor ainda desconhecido.
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